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METEOROLOGIA

O Concelho

História e Património

Património Histórico e Religioso

O Concelho de Figueiró dos Vinhos possui, no contexto do património cultural e arquitectónico, vários edifícios e marcos históricos dignos de registo e menção.

museu
 

Museu e Centro de Artes

Dando seguimento a uma clara aposta ano Turismo Cultural, foi inaugurado em 24 de junho de 2013, o Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos.

Implantado junto ao “Casulo de Malhoa” imagem forte da vertente cultural de Figueiró dos Vinhos, O museu e Centro de artes tem em exposiçao algumas das mais valiosas obras executadas por Simões de Almeida (Tio), Simões de Almeida (Sobrinho), Manuel Henrique Pinto e José Malhoa.

Este equipamento tem para a região uma grande importância, face às perspetivas que abre em termos de desenvolvimento associado ao turismo cultural.

Mais informações em www.mcafigueirodosvinhos.pt


casulo
 

“O Casulo” de Malhoa
Situado na Avenida José Malhoa, junto ao Museu e Centro de Artes, o «Casulo» foi a residência que o Grande Mestre mandou construir após a sua fixação em Figueiró dos Vinhos. Esta residência possui uma planta composta por dois corpos rectangulares, em T, sendo no corpo orientado a Norte o atelier primitivo do pintor, construído em 1895. O outro corpo corresponde à ampliação projectada por L. E. Reynaud, em 1898, cuja função era residencial. Um torreão proporciona a junção dos dois braços da casa, que tem as paredes rebocadas e pintadas a cor de tijolo. Os cunhais e as molduras das janelas são recortados em pedra rústica e as vergas e as cornijas apresentam frisos de azulejos da lavra de Rafael Bordalo Pinheiro.
Neste típico challet romântico, destaca-se no seu interior, a pequena sala aberta para o alpendre, revestida a couro lavrado, a par do tecto coberto a madeira. No jardim existe um caramanchão e um lago, ao gosto da época. Em 1982 o Edifício foi considerado Imóvel de Valor Cultural e Interesse Concelhio mercê do seu valor memorial, associado que está à estadia no concelho de José Malhoa que ali produziu grande parte da sua obra, tendo aí falecido em 23 de Outubro de 1933. Atualmente aqui funciona o Posto de Turismo de Figueiró dos Vinhos.

Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos
Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos

Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos
Situada no Centro urbano da Vila, a Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos é desde 1922 considerada Monumento Nacional. Este templo terá sido construído no fim do século XV, sob igreja anterior, por iniciativa dos frades de Santa Cruz de Coimbra. Pode observar-se no seu conjunto a acumulação de estilos arquitectónicos – Manuelino, Maneirismo, Barroco e Romantismo. A planta do edifício é longitudinal, compondo-se pelos rectângulos das três naves, Capela-mor e corpos laterais. O portal é maneirista, apresentando uma imagem do Orago, S. João Baptista, de autoria de Simões de Almeida (Tio), ladeado por janelas de moldura e gradeamento neo-gótico. No interior, as três naves são separadas por oito colunas de granito encimadas por Capitéis Jónicos, e a Capela-mor é coberta por abóbada de berço; o coro-alto assenta num arco rebaixado. Na viragem para o século XX, foram desenvolvidas obras de reconstrução dirigidas pelo arquitecto L. E. Reynaud, tendo sido reconstruída a fachada, a que concedeu um arranjo revivalista que hoje se pode admirar.
O Templo resguarda um valioso património artístico e acervo de arte sacra. Na Capela-mor pode apreciar-se o retábulo em talha dourada estilo D. João V, estando as paredes revestidas de azulejos representando cenas da vida de S. João Baptista datados de 1716. No Altar-mor destaca-se pela sua imponência o quadro «O Baptismo de Cristo», de autoria do pintor José Malhoa, datado de 1904. Podem ainda observar-se uma imagem gótica que representa a Santíssima Trindade, a imagem do Senhor Jesus da Agonia esculpida por Simões de Almeida (Tio), o Túmulo em pedra lavrada, de Ruy Vasques Senhor de Figueiró e de sua esposa D.ª Violante de Sousa, várias pinturas do século XVI, e o quadro de Josefa de Óbidos «S. João da Cruz» e ainda uma Pia Baptismal totalmente cinzelada por canteiros locais.

Convento de Nossa Senhora do Carmo
Convento de Nossa Senhora do Carmo

Convento de Nossa Senhora do Carmo

Convento de Nossa Senhora do Carmo
Localizado à saída da Vila, Rua dos Bombeiros Voluntários, o Convento de Nossa Senhora do Carmo impõe-se pela sua volumetria. Fundado em 1598, a sua construção remonta a 1601, sendo o imóvel classificado de Interesse Público em 1996.
Fundado por D. Pedro de Alcáçova de Vasconcelos, senhor de Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, por influência de Frei Ambrósio Mariano, destinava-se a albergar uma comunidade de Carmelitas Descalços, função que manteve até 1834 ano em que foram extintas oficialmente as Ordens Religiosas no País.
O Convento possuía uma planta quadrangular envolvendo o claustro, sendo a Igreja desenhada em cruz latina. Este Templo apresenta uma frontaria aberta por galilé de três arcos, encimada por um nicho com imagem de Nossa Senhora do Carmo, janelão e óculo, rematada por uma empena triangular.
O claustro seiscentista contém uma pia de água benta de finais do século XVI. No seu interior, a Igreja possui uma única nave abobadada, destacando-se os seus três altares com notáveis retábulos de talha maneirista portuguesa do século XVII e com decoração marcadamente barroca, bem como duas capelas laterais. Uma instituída por Francisca Evangelha com as paredes da sua nave revestidas com azulejos raros joaninhos de produção lisboeta do século XVII, com padrões de motivos florais em azul e amarelo, sendo a parte superior de ornato tipo renascentista, com cartelas contendo as imagens de Santa Teresa de Ávila e de Santo Elias. Existe outra capela, a de S. José, do lado do Evangelho, com data de 1639 e que apresenta um retábulo de talha de barroco popular do século XVII com imagens de S. José, S. Joaquim e Santa Ana.
No pavimento do transepto, de fronte ao altar-mor, encontram-se quatro lajes sepulcrais pertencentes aos fundadores e benfeitores do Convento, D. Pedro Alcáçova e Vasconcelos, D.ª Maria de Menezes sua esposa, D. Francisco de Vasconcelos e sua esposa D.ª Ana de Vasconcelos e Menezes.
O púlpito é de escada com baluartes de madeira entalhada, existindo ainda duas pias de água benta, ambas quinhentistas. No coro pode observar-se uma delicada gradaria de madeira lavrada, em estilo rococó e com paredes laterais percorridas por bancos de pedra, com espaldar de azulejos brancos com cercadura azul.
A partir de 1625 foi o Convento destinado a Colégio das Artes, aí funcionando estudos de Filosofia, Teologia e Línguas Clássicas, tendo sido também aqui realizados vários Capítulos Provinciais da Ordem.
Conheceu obras de restauro em 2000, mantendo-se a função cultural tendo sido possível salvaguardar o importante espólio que encerra.
Desde 2007, em finais de Outubro, realiza-se no Convento do Carmo, a Feira de Doçaria Conventual certame que traz a Figueiró dos Vinhos doceiros de diversas regiões do País e que conta com um programa de animação paralelo, que engloba concertos de Música Sacra, Animação de Rua, entre outros, proporcionando assim um contacto directo com este património histórico de Figueiró dos Vinhos.

Cruz de Ferro

Cruz de Ferro
Marco religioso de grande significado simbólico para os figueiroenses, o cruzeiro denominado Cruz de Ferro, situa-se no cruzamento da Rua D. Diogo de Sousa com a rua Dr. António José de Almeida, incrustado num muro sobre um plinto de pedra. Com a altura de três metros esta cruz feita em chapa de ferro apresenta as terminações lanceoladas, bem como o alto relevo de Cristo Crucificado, com as insígnias da paixão em contraste. Datada de 1816 foi por certo das últimas obras das Ferrarias da Foz de Alge.

Torre Comarcã – Torre da Cadeia
Torre Comarcã – Torre da Cadeia

Torre Comarcã
Implantada na malha urbana do Centro Histórico da Vila, a Torre Municipal, também conhecida por Torre da Cadeia, foi declarada Imóvel de Interesse Público em 1982. Construída em 1506, esta torre de morfologia estilística gótica, caso único conhecido na região, possui uma planta quadrangular, sendo coroada com uma fiada de merlões chanfrados assentes em murete. Sobre a porta encontra-se aposta uma lápide com o nome dos responsáveis e a data de construção da torre: «Na Era de 1506 anos se faz esta obra sendo juízes D. Diogo da Aguda e Garcia Rodrigues e, vereadores Gonçalo Moniz e Afonso Estevão, e procurador Pedro Rodrigues, valendo o pão e o vinho a setenta réis”. Este Monumento singular, feito em alvenaria e cantaria de granito perpetua a forte tradição municipalista do Concelho, vincando a determinação dos «Homens Bons do Concelho» numa época em que o poder senhorial se queria sobrepor ao da Assembleia do Povo. Em 1994 foi restaurada e operada a sua refuncionalização, tendo sido reconvertida em miradouro.

Horário de visitas:

Verão (Junho - Setembro)
Segunda a Domingo: 09h00 - 18h00

Inverno (Outubro - Maio)
Segunda a Domingo: 09h00 - 17h00

 

Fonte das Freiras

Fonte das Freiras
Construída para servir o Convento de Nossa Senhora da Consolação, a Fonte das Freiras é dele o único vestígio remanescente. Embora a data aposta na moldura indique 1692, esta deve ser mais antiga, tendo desde a sua edificação sido usada pela população da vila, pela sua estratégica implantação à entrada do antigo convento. Esta fonte composta por uma cisterna quadrangular, a partir da qual se desenvolvem escadas de três degraus em forma de U, possui nas suas quatro faces cunhais de cantaria sendo encimada por um coruchéu hexagonal. Logo após um Tanque secular de uso comunitário.

Ruínas das Antigas Ferrarias de Foz de Alge
Ruínas das Antigas Ferrarias de Foz de Alge

Ruínas das Antigas Ferrarias de Foz de Alge
O mais antigo alvará de que se tem conhecimento desta fábrica, data de 1655 pelo Conde de Cantanhede. Na altura era supervisor Francisco Dufour e aqui se fabricavam balas, bombas e peças de artilharia. Laborou até 1759, ano em que foi suspensa a sua actividade pelo Ministro de D. José I, Sebastião de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal.
Mais tarde, no início do séc. XIX com o grande impulso que teve a exploração do ferro, foram reactivados em 1802 os trabalhos desta ferraria sob a administração de José Bonifácio de Andrade e Silva, dedicando-se a novos produtos, artigos de ferro em bruto e manufacturado. Hoje apenas se podem apreciar as suas ruínas, junto à foz da Ribeira de Alge.

Pelourinho – Aguda

Pelourinho – Aguda
Situado no Largo D. Sancho II, em Aguda, o Pelourinho da Bola, como o designam os habitantes da localidade, é, o único dos antigos marcos jurisdicionais existente no concelho, declarado Imóvel de Interesse Público em 1933. Marco da Administração da Justiça no século XVI, apresenta um estilo marcadamente manuelino, estando a sua construção associada à concessão do título de Vila a Aguda, bem como à outorga de foral novo, por D. Manuel I em 1514.
Constitui-se o Pelourinho por uma combinação de elementos em cantaria gateada: um soco quadrangular de dois degraus, uma coluna com aproximadamente dois metros de altura, com fuste prismático no terço inferior e cilíndrico nos restantes terços superiores, encimada por anel e bola. Pode ainda observar-se o seu pedestal lavrado.

Ermida de São Simão

Ermida de São Simão
Situada no Monte de S. Simão, junto ao Casal com o mesmo nome, na freguesia de Aguda, a Ermida dedicada a S. Simão foi construída em 1458, por iniciativa de João Vicente, Prior de Aguda. Predomina o estilo gótico, tendo sido ampliada em 1678 com uma sala para recepção de esmolas. A sua privilegiada situação geográfica permite uma visão panorâmica pelas serranias circundantes.

Alminhas
Alminhas

Alminhas
Pequenos e singelos monumentos de piedade religiosa, erguidos nos montes e vales, nos povoados e caminhos, nas encruzilhadas e solidões. Dos homens solicitam “Pai-Nossos” e “Avé-Marias” para auxílio da salvação das almas que penam no Purgatório; suscitam o dever da virtude, pelo exemplo das penas do Purgatório, assim como o precário e vão da vida terrena.
De madeira, lata, azulejos, e até na pedra fundeira dos nichos, se pintam as alminhas. Estas humildes memórias de piedade têm um considerável valor etnográfico porque nelas actua o ingénuo sentido artístico do povo. Muitas já se perderam por motivo de abandono, de fúrias modernizadoras e destruidoras.
No Concelho de Figueiró dos Vinhos podemos encontrar 56 alminhas. A mais antiga datada é de 1852 em Abrunheira, freguesia de Aguda, e a mais recente é de 2004, no Penedo da Mina, freguesia de Campelo. Temos pois um registo de mais de um século e meio de alminhas erguidas no Concelho de Figueiró dos Vinhos. Provavelmente houve outras mais anteriores, mas que se encontram irremediavelmente perdidas.
Há pois que dar valor a estes pequenos monumentos que fazem parte do nosso património cultural, para que também eles não desapareçam e para que permaneçam no futuro para continuar a contar histórias às gerações vindouras.







 
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